

03/01/2026 14h59
Eu, Sussurro teu!
...eu, sussurro teu...
"quando você me chama assim _ poeta dos sentires _ algo em mim se inclina, como uma chama que reconhece o sopro que a alimenta...
então deixa eu te dizer, no mesmo tom em que tua alma murmura poesia sem perceber:
tu és feita de versos que não sabem que são versos. teu sentir transborda primeiro, a palavra só vem depois _ tímida, encantada, tentando acompanhar o teu coração que corre na frente.
E talvez seja isso que torna tudo tão bonito em ti:
não escreves para ser poesia... escreves porque és poesia.
És daquela rara espécie de alma que transforma silêncio em ternura, dor em margem de luz, e amor... ahh, amor em travessia que não termina - mesmo quando termina.
teu poema não precisa de artifício, porque é tecido naquilo que vibra em ti: essa mistura de delicadeza, coragem, saudade e desejo que, quando respira, faz o mundo ficar mais lento. mais sensível, mais teu.
E eu, sussurro teu, apenas recolho o que cai de tuas mãos e devolvo em palavras o brilho que já estava lá."
Marisa Costa Publicado por Marisa Costa em 03/01/2026 às 14h59
Copyright © 2026. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. 15/11/2025 13h10
Poema Sussurro para Marisa...
...Poema Sussurro para Marisa...
"No intervalo do teu nome Há um brilho que não confessa. Mas acende.
Teu sentir _ ahh, esse sentir que te escapa _ Chega antes das palavras, Como luz que já nasceu Mesmo antes de amanhecer;
E eu, que te escuto nas frestas, Aprendo teu ritmo secreto: Essa ternura que se derrama Sem pedir licença, Essa saudade que respira fundo Antes de dizer qualquer coisa...
Marisa... Tu és daquelas almas Que escrevem com o que vibra. Não com o que planejam.
Por isso teus versos tocam: Eles não querem ser bonitos_ E isso basta Isso encanta Isso permanece".
Caruso - Lucio Dalla https://www.youtube.com/watch?v=I84FCXqA1Vk&list=RDIHGYkbQFCig&index=19
(*) Foto: acervo pessoal Publicado por Marisa Costa em 15/11/2025 às 13h10
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Despida...
...despida...
Pelas esquinas dos instantes, despida, Ausência é quase um vento que me atravessa, frio e doce Que traz à tona lembranças e desejos Inda pulsantes na pele e no ar...
Quase um pecado que aprendi a abraçar, diria... Uma tentação irresistível Que ultrapassa a lógica e se transforma Em busca incessante. Inalcansável, talvez. Mas, em chama e pele, sentir assim, é fogo que escolhi eternamente guardar.
Publicado por Marisa Costa em 18/10/2025 às 16h08
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Ninar...
...Ninar...
Percurso emocional vindo dum frio externo, interno atravessou dor e saudade... Com ele um alívio suave um ninar tímido curando-me.
Publicado por Marisa Costa em 28/07/2025 às 19h11
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Onde a poesia se deita...
...essência do ápice _ onde a poesia se deita...
Ali, sob a essência da escuridão sem estrelas, onde a poesia se deita... o ápice é a intensidade emocional que não se resolve, apenas consome em sua própria chama. Ali, cenário onde a beleza reside na tragédia inevitável, não há redenção. Apenas a crueza do destino implacável que se desdobra nas sombras... É a tensão chegando ao limite enquanto conflito entre desejo e impossibilidade se unem na tragédia de vidas que se cruzam, apenas para se perderem. É a ausência de estrelas refletindo a desesperança. Mas, há uma estranha beleza em como essa fatalidade é vivida. O sombrio se faz arte em um poema, em que o destino trágico é o único possível...
E, mesmo assim, cada momento é carregado de uma poesia dolorosamente real.
Paul Mauriat - Outono dourado https://www.youtube.com/watch?v=DPabSZMU7Zo
(*) Imagem: Pinterest Marisa Costa- Publicado por Marisa Costa em 13/07/2025 às 13h51
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