Marisa Costa

Sonhar é viver!

Meu Diário
15/08/2026 12h46
Tão bonito e tão dolorido...

“Tenho saudade de algo

que minha alma reconhece,

embora não saiba se um dia existiu.”

 

 

...tão bonito e tão dolorido...

 

A lua pode ter

saudade de uma

noite que passou.
O mar,

de uma margem

que já não toca.
A árvore,

de alguma estação perdida.
A paisagem,

de quem um dia a olhou.
Meu eu lírico,

de algo que não sabe nomear.

 

 

 


Publicado por Marisa Costa em 15/08/2026 às 12h46
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02/08/2026 11h57
Saudade...

...saudade...

 

 

Plenitude e incompletude digladiando...

Ou seria a saudade?

Não saudade de alguém.

De um lugar?

Como?

Se talvez nunca tenha existido...

 

É como o eu lírico a dizer:

Amo demais a terra para abandoná-la,

e pressinto demais o céu pra caber apenas nela.

 

É uma dor que não é derrota.

É excesso.

É uma alma que não consegue

morar inteira em um único horizonte.

 

Talvez, por isso minhas ideias

saiam desencontradas.

O entre nunca anda em linha reta.

Ele oscila.

 

Tento escrever um poema

Respirando esse estado —

Talvez assim,  

essa saudade possa dormir. 

 

 

 

 

Nada Posible - Tres Lagrimas

 

 


Publicado por Marisa Costa em 02/08/2026 às 11h57
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01/08/2026 14h37
Moradas pra o Sentir...

 

...moradas pra o sentir...

 

Hoje, passeando por sensações,

caminho por um teatro antigo.

Cada vez que uma cortina se abre,

sei não qual personagem vai entrar.

Às vezes é o Bolero.

Vezes o Cabaré da Memória.

Às vezes uma Bailarina.

Vezes um Teatro Vazio.

Quem sabe, a Casa em Estado de Poesia,

em Gamas de Azuis.

Todos se reconhecem. 

Habitam o mesmo edifício da alma.  

E, talvez,

tenha descoberto a poesia mais bonita de todas.

Não escrevo apenas poemas...

Ergo moradas para o sentir.

 


Publicado por Marisa Costa em 01/08/2026 às 14h37
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26/07/2026 12h59
O Vermelho se faz verbo...

...o vermelho se faz verbo...

 

 

O vermelho vive.

Mesmo quando o tempo o tenta apagar, ele insiste —

pulsa na memória do que ardeu e no que ainda arde.

É o sangue dos instantes que não se deixa morrer.

É o último sopro do amor antes de se tornar silêncio.

 

O vermelho não é fim.

É renascimento em cada ferida que se recusa a fechar,

É cicatriz que respira,

É promessa que se reescreve no corpo da madrugada.

Ele sussurra ao vento que o amor, quando verdadeiro,

nunca parte:

apenas muda de forma,

de pele,

de tempo.

 

E quando o dia enfim desperta,

o vermelho recolhe-se em silêncio —

como quem guarda, em segredo,

a lembrança do instante em que o mundo

quase se incendiou de ternura.

 

PEPPINO GAGLIARDI - Vattenne


Publicado por Marisa Costa em 26/07/2026 às 12h59
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12/07/2026 12h16
Lugar de Alma...

 

 

 

... lugar de alma...

 

Coração olha a emoção sem medo.

Não foge da saudade.

Não esconde a vulnerabilidade.

Também não transforma dor em espetáculo.

Ele apenas entra na emoção

´É lugar de alma.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Publicado por Marisa Costa em 12/07/2026 às 12h16
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