Marisa Costa

Sonhar é viver!

Meu Diário
07/04/2026 13h29
Sem nome...

 

 

...sem nome...

 

Corpo à beira da noite,
o peito aberto —

não em ferida,

mas em passagem...

O vento entra.
O som sai.

E no meio disso…
algo insiste em pulsar,

mesmo sem nome.


Publicado por Marisa Costa em 07/04/2026 às 13h29
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05/04/2026 13h50
Depois do Encontro....

 

Depois do Encontro...

 

…e então compreendi:

nem tudo que arde
precisa ficar

mas tudo que toca
permanece —

de algum modo.

 

***

 

Entre o que não dissestes
e o que em mim transborda,

o amor fez morada

— não em nós —

mas no que ficou.

 


Publicado por Marisa Costa em 05/04/2026 às 13h50
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05/04/2026 11h56
Porque o Amor que escrevo...

 

...porque o amor que escrevo...

 

porque o amor que escrevo

nunca é morno.

 

algo que  

se enraíza, atravessa, ocupa,

 

afoga e salva
queima e ilumina
silencia e ecoa...

 

porque ele é tudo.

independe do dia.

independe da maré.

 

🔥🔥🔥


Publicado por Marisa Costa em 05/04/2026 às 11h56
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05/04/2026 11h50
Sal na pele...

 

...sal na pele...

 

Dias o amor arde

como incêndios sem nome...

noutros
é luz mansa
que encosta devagar,

e há aqueles
em que ele nem dói

só fica,

feito sal na pele
lembrando

que um dia
foi oceano...


Publicado por Marisa Costa em 05/04/2026 às 11h50
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07/03/2026 11h44
Poesia e Confissão...

 

... poesia e confissão...

 

O silêncio da madrugada a observa: 

ela, a poesia, escreve. 

Em sua respiração entrecortada, densa,

a palavra respira

tempo e paixão e finitude .

Confessa, em carne viva,

o próprio corpo recebendo cicatrizes.

É como se chorasse

e nesse choro se refizesse...

 

Há nela uma doçura que sabe da dor 

Uma leve ironia ao romantismo.

Depois o tom muda.

O verbo sangra, 

Mas se recusa a morrer...

O verso se rebela.

O grito ecoa autêntico, libertador:

Rompendo a docilidade forçada.

Recusando a domesticação da alma.

 

Desponta o renascer.

Tão dela!

Poesia ganha força telúrica.

Indo do desejo a transcendência,

a reconstrução é luminosa _ 

onde o primeiro raio de sol

sem hesitar em nascer,

transita fascinado pela  

dor não negada.

Antes,

transformada em céu

retorna a si.  

 

 

 


Publicado por Marisa Costa em 07/03/2026 às 11h44
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