Marisa Costa

Saber sonhar é saber viver!

Meu Diário
09/04/2016 13h42
Alucinação em branco...

Alucinação em branco


"Nessas barracas em branco 
Quem misteriosamente teria se escondido?
São barracas de campanha,
ou de passar todo o verão no campo.

Lembram também cordas de mastros
Dos quais as velas se ausentaram.
Pois as velas voaram enfunadas e suspensas
No ar, que é – sonho das asas – 
Todo o branco do contorno,
Navegam em limpas atmosferas.

São panos estendidos ao sol
Para secar, no quintal de alguma casa;
Grandes lençóis ondulantes
Ao vento que vem e vai,
Ao vento que não pára de agitá-los.

Há um jogo de pontas nesses mastros,
Pontas dirigidas em todos os sentidos.
E as linhas e as sobre-linhas,
Se orientam como se fosse possível
Substituir definitivamente,
Todo o branco do papel."

 

Joaquim Cardozo
 

 


Publicado por Marisa Costa em 09/04/2016 às 13h42
 
09/04/2016 13h40
Espumas do Mar

Espumas do Mar


"Cavalos ligeiros
De eriçadas crinas
Por que sobre as ondas
Passais sem parar?
Vencendo procelas,
Ressacas em flor,
Num fulgor de estrelas
A poeira das águas
Fazeis levantar.

Espumas do mar.

Nas serenas curvas
Da carne marinha
Há sopros, há fugas
De véus a ondular;
Vestidos de rendas...
Vestidos, mortalhas
De noivas morenas
Que em noites de lua
Virão se afogar.

Virão se afogar.

Se há fomes noturnas
Mordendo e chorando,
Lívidas, remotas
Fúrias soltas no ar,
Que os lábios do vento
Se abrindo devorem
A flor de farinha
Que as vagas maiores
Irão derramar.

Espumas do mar.

Nesse fogo verde
De cinza tão branca
Que se apure um mel

De brilho sem par;
Turbinas, moendas
No giro girando
E o açúcar nascendo
Na folha das ondas
Constante a rolar.

Constante a rolar.

Sobre os seios mansos
Das baías claras
Em puro abandono
Não hei de ficar;
Saudades das ilhas,
Amor dos navios,
Segredo das águas
Nas barras dos rios
Irei desvendar.

Espumas do mar.

Em mares incertos
Irei navegar;
E direi louvores
Às velas latinas
Por bem velejar;
Louvores direi
Aos lírios de sal
E às vozes dos búzios
Que sabem cantar.

Que sabem cantar.

Teu rosto esqueci,
Teus olhos? Não sei...
Da face marcada
O espelho quebrei
De muito sonhar;
Nos laços retidos
Das águas profundas
Tesouros perdidos
Quem há de encontrar?
Espumas do mar".

 

De Joaquim Cardozo
 


Publicado por Marisa Costa em 09/04/2016 às 13h40
 
22/02/2016 18h00
Brincando de fazer voar sonhos...

Brincando de fazer voar sonhos...

 

Dia a dia, pela trilha sonora da minha estrada,

De mãos dadas com a vida  rumo ao infinito.

Tentando colorir o ontem com as cores da experiência,

Pra o amanhã, curtindo a alegria de me ver sorrindo,

Quero mesmo é brincar de fazer voar sonhos!

 

Nem vou prometer, mas..., 

Mesmo com o passar dos anos...

Que em dias de inverno, sem sol, sem a lindeza das cores...

Me vista de poesia... 

Em céus de tempestade..., de caminhos acidentados...

Nunca seja uma conformista...

Aceitando o que a vida me oferece...

Com medo de vivê-la intensamente. 

 

Que eu lute sempre...

Busque aquilo que traz felicidade

Pra encher meu jardim de bonitezas...

 

Preenchidos meus dias...

Vida vivida intensamente...

Me complete...

Sem nunca desistir de ser feliz!

****************************************************************************

Feliz estou...

Hoje, dia mágico dos meus anos...

Meu aniversário..., 

Feliz estou...

Atravessando meus desertos... quero sempre estar...

É o que importa!

Parabéns pra mim...

Toda a felicidade do mundo...

Tudinho mais o que Deus queira me enviar...

Amém!!!

 

 

 


Publicado por Marisa Costa em 22/02/2016 às 18h00
 
07/02/2016 13h35
Porre de Felicidade...

Porre de felicidade..

 

Vem fantasia..., vem magia...

Possuir-me nesses dia de folia...

Pois que quero mais é dançar...

Tomar um porre de felicidade...

 

Desfilando nas alas sala,quarto, cozinha,

Aí sim hein...!!!

Importa mesmo é ser feliz!!!...

 


Publicado por Marisa Costa em 07/02/2016 às 13h35
 
05/02/2016 21h21
Instantes...

INSTANTES,

 

Se eu pudesse novamente viver a minha vida,

na próxima trataria de cometer mais erros.

Não tentaria ser tão perfeito,

relaxaria mais, seria mais tolo do que tenho sido.

Na verdade, bem poucas coisas levaria a sério.

Seria menos higiênico. Correria mais riscos,

viajaria mais, contemplaria mais entardeceres,

subiria mais montanhas, nadaria mais rios.

Iria a mais lugares onde nunca fui,

tomaria mais sorvetes e menos lentilha,

teria mais problemas reais e menos problemas imaginários.

Eu fui uma dessas pessoas que viveu sensata

e profundamente cada minuto de sua vida;

claro que tive momentos de alegria.

Mas se eu pudesse voltar a viver trataria somente

de ter bons momentos.

Porque se não sabem, disso é feita a vida, só de momentos;

não percam o agora.

Eu era um daqueles que nunca ia

a parte alguma sem um termômetro,

uma bolsa de água quente, um guarda-chuva e um pára-quedas e,

se voltasse a viver, viajaria mais leve.

Se eu pudesse voltar a viver,

começaria a andar descalço no começo da primavera

e continuaria assim até o fim do outono.

Daria mais voltas na minha rua,

contemplaria mais amanheceres e brincaria com mais crianças,

se tivesse outra vez uma vida pela frente.

Mas, já viram, tenho 85 anos e estou morrendo

 

(Nota: este poema não é de Jorge Luis Borges)

INSTANTES,

[quem é autor?]

 Don Herold


Publicado por Marisa Costa em 05/02/2016 às 21h21



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