Marisa Costa

Sonhar é viver!

Textos


 

...sementes de luar...

 

...prelúdio...

São sentires que 

chegam feito sopros.

Uma imagem.
Um silêncio.
Uma fresta.

Vezes, ardem.
Vezes, apenas pousam.

Pequenas travessias entre pele e palavra —
Sementes de luar lançadas ao vento,
Onde a poesia não se explica:

Acontece.

 

Poetrix....

 

Quando pousada na pele,
poesia não se lê:
sente-se, toca-se, respira-se.

 

Poesia tem a força d'oração lírica

arte de sentir e escrever

em tom confessional e etéreo .

 

Jogo entre querer e resistir 

espinha dorsal do sentir 

tensão de pele e silêncio. 

 

Aqui, feito lume

entre pétalas,

espero o verso acender.

 

Entre pausas do sentir,

um eco chega íntimo
convite à intensidade.

 

Haikais...

 

Sementes de luar
Haikais dançam com o vento
A noite os recolhe.

 

Lava-se a alma.
O orvalho leva a amargura.
Renasce a manhã.

 

Apagam-se as luzes.
Entre lírios amanhece.
A dor aprende a sorrir.

 

Uma gota dança.
Impetuosa, atravessa
a pele da manhã.

 

Sementes ao luar.
O vento espalha poemas.
A noite floresce.

 

 

...Epílogo _ Entre um sopro e outro...

E talvez seja isso.

Alguns poemas precisam de páginas.
Outros cabem no intervalo de uma respiração.

Os poetrix guardam desejo e recusa e vertigem 
Aquilo que arde antes mesmo de ganhar nome.

Os haikais guardam o instante:
Uma gota,
Um rio,
O vento,
Uma estrela refletida na água.

Uns chegam pela pele.

Outros, pelo silêncio.

Mas todos nascem
D'uma fresta quase invisível
Onde o sentir encontra a palavra.

E então...

Feito sementes de luar,
Os versos se desprendem.

Pousam.

Ou seguem dançando com o vento.

 

 

(*) Arte visual: IA

 

De Uma Mulher um Poema

esta inspiração tão bela:

“O luar esce em prata sobre a rua,

Chamando as estrelas pro salão,

A noite inteira é festa com a lua,

Que faz sorrir o nosso coração!”

 

 

Marisa Costa
Enviado por Marisa Costa em 01/10/2026
Alterado em 02/10/2026
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