

...sentires que doem bonito...
Vezes o silêncio vem beijar-te... Mais que sua voz ousaria, vem leve, vem firme e pousa onde ninguém vê. Entre a saudade e a esperança. No vão exato onde o desejo se esconde pra não morrer. E todo o você o sente. Ah, como o sente. Mesmo sem toque, sem corpo, sem certeza, percebe-o como se seus olhos lhe despissem pelas frestas da ausência.
Como se a vida soubesse que, pra alguns amores, não basta o possível. Precisa do abismo. Do talvez. Do quase. Do impossível que arde mais do que tudo o que já se teve.
E o querer? Segue-o. Vestido de verso, com o coração fora da pele, entre o escuro e a estrela, entre a multidão e o vazio, com essa mania de querer demais, mesmo quando não há quem queira. Ilusão? Talvez! Inda que o prefira ao delírio de um amor que nunca o abraçou. À frieza de mil abraços que nunca o tocaram.
Porque há silêncios que beijam mais fundo do que qualquer palavra. E, o sentir, intenso, incorrigível, é feito disso... Dessa crença louca que insiste em chamar de poesia o que outros chamariam de solidão.
Kevin Laliberte _ El ritmo de amor https://youtu.be/eTrR2GyyK7Y?si=oV83jGlt5VXVBqRP
(*)Imagem: Pinterest
Marisa Costa
Marisa Costa
Enviado por Marisa Costa em 02/03/2026
Alterado em 05/03/2026 Copyright © 2026. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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