Marisa Costa

Sonhar é viver!

Meu Diário
26/07/2026 12h59
O Vermelho se faz verbo...

...o vermelho se faz verbo...

 

 

O vermelho vive.

Mesmo quando o tempo o tenta apagar, ele insiste —

pulsa na memória do que ardeu e no que ainda arde.

É o sangue dos instantes que não se deixa morrer.

É o último sopro do amor antes de se tornar silêncio.

 

O vermelho não é fim.

É renascimento em cada ferida que se recusa a fechar,

É cicatriz que respira,

É promessa que se reescreve no corpo da madrugada.

Ele sussurra ao vento que o amor, quando verdadeiro,

nunca parte:

apenas muda de forma,

de pele,

de tempo.

 

E quando o dia enfim desperta,

o vermelho recolhe-se em silêncio —

como quem guarda, em segredo,

a lembrança do instante em que o mundo

quase se incendiou de ternura.

 

PEPPINO GAGLIARDI - Vattenne


Publicado por Marisa Costa em 26/07/2026 às 12h59
Copyright © 2026. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.

Site do Escritor criado por Recanto das Letras