Marisa Costa

Sonhar é viver!

Meu Diário
07/03/2026 11h44
Poesia e Confissão...

 

... poesia e confissão...

 

O silêncio da madrugada a observa: 

ela, a poesia, escreve. 

Em sua respiração entrecortada, densa,

a palavra respira

tempo e paixão e finitude .

Confessa, em carne viva,

o próprio corpo recebendo cicatrizes.

É como se chorasse

e nesse choro se refizesse...

 

Há nela uma doçura que sabe da dor 

Uma leve ironia ao romantismo.

Depois o tom muda.

O verbo sangra, 

Mas se recusa a morrer...

O verso se rebela.

O grito ecoa autêntico, libertador:

Rompendo a docilidade forçada.

Recusando a domesticação da alma.

 

Desponta o renascer.

Tão dela!

Poesia ganha força telúrica.

Indo do desejo a transcendência,

a reconstrução é luminosa _ 

onde o primeiro raio de sol

sem hesitar em nascer,

transita fascinado pela  

dor não negada.

Antes,

transformada em céu

retorna a si.  

 

 

 


Publicado por Marisa Costa em 07/03/2026 às 11h44
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